O FUTEBOL DE PA É CARENTE DE TEORIA, PRÁTICA, OU DAS DUAS COISAS?
Crédito: Divulgação
Por Nilson Brandão
Um dia desses, assistindo a um Seminário, cujo tema era a Nova Ortografia, a título de provocação junto à platéia, a facilitadora, uma Escritora autora do livro que fala sobre algo que muitas pessoas ainda não deram a devida importância colocou para discussão algo que, no cotidiano, foi não foi gera polêmica: a teoria é algo assim e a prática é daquele outro jeito; a distância entre ambas, para grande parte das pessoas que conversam sobre o assunto é quase imensurável. Pra você, caro navegante do nosso Portal, há diferença entre a prática e a teoria? De que forma devemos conciliá-las?
É claro que aqui nos Sites “KEKO SPORTS” e “NOTÍCIAS DO SERTÃO”, nós não vamos estabelecer uma polêmica, mas deixaremos para reflexão de cada internauta um pensamento de Paulo Freire: “A PRÁTICA DE PENSAR A PRÁTICA É A MELHOR MANEIRA DE PENSAR”.
Pois bem, pegamos esta carona para, mais uma vez, fazermos colocações que dizem respeito a comentário feito pelo internauta “Professor” após, certamente, leitura da nossa matéria O QUE FAZER PARA OXIGENAR O FUTEBOL DE PAULO AFONSO? No seu Comentário postado aqui na nossa matéria de hoje, o navegante enumera dez tópicos que poderiam contribuir no soerguimento do futebol da nossa cidade e vamos postá-los abaixo:
01 – Valorizar o Professor de Educação Física;
02 – Instituições que cumpram Estatutos tenham Eleições claras e prestem contas;
03 – Pessoas que não usem o Futebol para fins pessoais: ele se refere à quantidade de pré-candidatos do Departamento de Esportes da Prefeitura;
04 – Uma Liga Escolar: Esporte de Base deve ser aliado a um Projeto Educacional não tocado por semi-analfabetos sem formação;
05 – Criação de um Conselho Municipal de Esporte;
06 – Ir atrás de pessoas que gostem de Esporte para ajudar;
07 – Planejamento no Esporte de Paulo Afonso? Não existe!
08 – Usufruir mais dos Programas voltados para o Esporte do Governo Federal;
09 – Dirigentes deveriam participar de Conferências e Seminários Nacionais de Esporte, onde sejam discutidas Políticas Públicas sobre Esporte e
10 – Estudar, estudar sempre, manter-se atualizado, porque o Nível Cultural dos Dirigentes que lidam com o Esporte na cidade de Paulo Afonso é muito baixo.
Muito boas e oportunas as colocações, que se encaixam numa das vertentes colocadas acima: a teoria; praticar o que ali está enunciado já seria outra história, porque esbarraria na acomodação daqueles que, nos dias atuais, insistem em fazer esporte sem o devido suporte cultural, esportivo e financeiro. O que o “Professor” buscou foi pontuar aspectos caducos, crônicos, que desvirtuaram nosso futebol, em especial, sem se esquecer das outras modalidades, numa mesmice que já se arrasta por muitos anos.
Quando dizemos que à frente da LDPA deveria ter um desportista com formação de Administração Esportiva, a trupe, do gestor da Entidade Máxima do nosso futebol, parte com sete, ou melhor, oito pedras na mão, gente que não argumenta porque lhes falta cacife, competência, bagagem cultural, e os ranços afloram, chegam à tona.
Tem gente que acha ruim quando criticamos pela falta de melhor preparo de nossos “Treinadores” e “Técnicos de Futebol” todos auto didatas, corajosos por enfrentar o desafio, mas que repica na qualidade questionável de um trabalho técnico que tem refletido de forma negativa quando participamos de competições fora dos limites do município: a falta de títulos nos Campeonatos Intermunicipais é um testemunho, tapa de luvas no bumbum de que ficamos pra trás no cenário futebolístico do interior da Bahia. Na da verdade, nossa imagem já foi bem melhor, antes de politiqueiros invadirem a nossa cancha.
“Professor” promova uma enquete no âmbito esportivo da cidade para saber quem gostaria de participar de Seminários que versem sobre o Esporte como um todo, subsidie os Dirigentes na leitura dos Estatutos e os familiarize com as Leis Esportivas, fiquem culturalmente abalizados. Você já ouviu aquele adágio popular de que na terra dos que não vêem quem vê é Rei? No futebol de Paulo Afonso não é muito diferente; quanto mais inculta e despreparada for maioria dos dirigentes, para o Presidente da LDPA, por exemplo, é melhor: ele deita e rola, bota a bola onde quer e ninguém nos Arbitrais contesta, põe-se, inclusive, acima das Leis Esportivas! Quer ver um “besterol”, a falta de objetividade? Freqüente as reuniões da Liga e tire suas conclusões.
Você cita e está muito correto no que escreve sobre dois aspectos que ocorrem de maneira incisiva no Esporte de Paulo Afonso: Falta de Planejamento e Falta de Prestação de Contas. Assinamos em baixo no que diz respeito ao dinheiro que é repassado pelo Município: Dirigentes esperneiam, fazem cara feia, choram dizendo que tem gente desconfiando “deles”, mas as Contas não são apresentadas. Teatro puro!
A TEORIA: tempos atrás, o atual Presidente da LDPA, que presidia a Portuguesa, encabeçou movimento para que um Presidente da Casa, na época, prestasse contas da sua gestão, sob pena de ser retirado do cargo por força dos Estatutos e da aprovação da maioria dos Clubes Filiados. A PRÁTICA: hoje, o Presidente da Liga, que tanto pressionava e cobrava a prestação de contas hoje se esconde atrás dos números que só ele sabe quantos são. TEORIA: Faça o que eu digo; PRÁTICA: Não faça o que eu faço.
Sabe caro Internauta, o Esporte de Paulo Afonso se ressente da falta de atitude, de gente que goste mesmo dele sem querer voto ou qualquer outro benefício de troca. Hoje, ele é objeto de barganha, ferramenta para algumas perseguições de ordem pessoal, um ninho de serpentes onde reina a inveja num campo minado por desafetos, gente que não gosta de gente e incompetentes apadrinhados que ainda agem como nos idos primórdios em que a bola era quadrada. Na cidade de Paulo Afonso, a rigor, o Esporte nem é Teoria nem é Prática: é uma caixa preta cheia de segredos que precisam ser decifrados!

Paulo Afonso,


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