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Entrevista: Administrador da Chesf em Paulo Afonso fala ao Notícias do Sertão

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Gilberto de Barros Pedrosa Júnior - Maninho.

UTI, investimento social e cultural. Nada ficou sem ser perguntado e respondido

 

O Site Notícias do Sertão entrevistou o APA – Administrador regional da Chesf, Gilberto de Barros Pedrosa Júnior, mais conhecido pelo apelido de Maninho.

Ele foi militante estudantil na sua juventude na cidade de campina Grande na Paraíba. Foi professor do antigo Colepa – Colégio Paulo Afonso, onde só estudavam filhos dos funcionários da Chesf. Está a 06 (seis) anos no cargo por indicação do atual deputado estadual Paulo Rangel do Partido dos Trabalhadores. Maninho foi candidato a prefeito pelo PT nas eleições de 2008 e é considerado um técnico na área administrativa de excelente qualidade.

As usinas de Paulo Afonso/BA, Xingó/AL e Itaparica/PE são gerenciadas por ele.

Nesta entrevista ele fala da atuação social da Chesf na região e que é tão criticada por boa parte da sociedade que cobra a chamada “divida social” da empresa com os que foram retirados de suas terras. Maninho ainda fala da instalação da UTI e da estadualização do Hospital Nair Alves de Souza.

Notícias do Sertão: O que representa para o nordeste os 63 (sessenta e três) anos da Chesf – Companhia Hidrelétrica do São Francisco?

Maninho: Primeiro é preciso dizer que o desenvolvimento do Nordeste se deu com a criação da Chesf, porque o maior insumo para o desenvolvimento de uma região é a energia elétrica. E a criação da empresa possibilitou que o nordeste hoje seja a região que faz a diferença no país. Ate porque o foco do Governo do Presidente Lula em inverter as prioridades de investimentos, tornando o nordeste uma região para serem desenvolvidos grandes projetos econômicos.

NS: Durante esses anos, qual foi o papel social que teve a Chesf no nordeste?

Maninho: Regionalmente temos o hospital Nair Alves de Souza. Às vezes ficamos insistindo em convencer a população de que a Chesf tenha esse reconhecimento social na região. No inicio da sua criação foi para foi para atender aos funcionários da empresa quando ela chegou a ter mais de 14.000 (quatorze mil) empregados e a população da cidade era reduzida. Hoje o caso é inverso, nós não atendemos nem 2% dos empregados. Ou seja atendemos mais de 98% da população regional. A Chesf tem realizado investimentos no hospital de mais de 25 Milhões por ano e vem de forma responsável buscando alternativas para um ente público que tenha responsabilidade de conduzir ate melhor a gestão do Nair Alves de Souza. Eu diria que isso é o maior projeto de ação social da Chesf na região.

NS: Quais as outras ações da empresa socialmente?

Maninho: Na área da educação, a Chesf transferiu 02 (duas) instalações para a Uneb – Universidade do estado da Bahia, que graças a esse apoio conseguiu se instalar e ser ampliada. O Ifba – Instituto Federal da Bahia, também recebeu 02 instalações, Possibilitando a instalação do curso de engenharia elétrica que será talvez o melhor do Brasil em função desse grande laboratório que nós temos que é a Chesf com suas instalações na área de geração e transmissão (energia). Seremos parceiros nos cursos de engenharia que venham a ser instalados no Ifba. Acreditamos também que devam vir os cursos de mecânica, mecatrônica, e engenharia de produção. Enfim, tem uma enorme variedade de cursos de engenharia que podem ser ofertado pelo Ifba e como eu já disse, fruto dessa parceria com a Chesf. Cedemos também as instalações da antiga Escola Murilo Braga para o Colégio Carlina, um dos maiores da rede estadual em Paulo Afonso (Ba), cedemos outras instalações para a Justiça Federal. Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, CREA, FUNASA, Instituto Chico Mendes, Polícia Civil, Polícia Militar e outras. Ainda temos atendidos algumas demandas pontuais que nos chegam com revisões elétricas como por exemplo: ao Ciepa, Polivalente ou Escola Luiz Eduardo. Enfim, naquilo que nós entendemos, sem onerar os custos da Chesf, nós estamos fazendo de forma espontânea.

NS: Além do trabalho já citado no Hospital, o senhor poderia nos dizer se existem outros?

Maninho: Nós temos também instalações que foram cedidas aos municípios, de Piranhas, Canindé do São Francisco, Petrolândia, Rodelas, Jatobá e Paulo Afonso e citamos como muito importante as instalações da Apae - Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais, que é um projeto de inclusão social muito bem estruturado.

NS: Como está a negociação para a transferência do hospital Nair ao estado. Vai acontecer, não vai acontecer?

Maninho: No ano passado nós tivemos esse processo num ritmo muito lento em função de se tratar de um ano eleitoral. Esse ano os entendimentos foram reiniciados. Como é um processo de grande envergadura, ele vem sendo tratado pela diretoria administrativa. Nós aqui em Paulo Afonso temos acompanhado e fazemos parte do grupo de trabalho que foi criado com esse propósito para que esse processo ocorra sem ruptura e sem deixar seqüelas profundas, tanto para os empregados quanto para a população. Entendemos que agora em março a diretoria da Chesf deve dar ênfase, reiniciando de forma mais acelerada os entendimentos com o estado.

NS: O secretário de saúde e o governador do estado estiveram em Paulo Afonso e colocaram a importância de uma UTI – Unidade de Terapia Intensiva, na cidade. Em um determinado ato o próprio governador prometeu a instalação da mesma. Como está essa instalação?

Maninho: Os compromissos foram identificados de forma clara, a Chesf vai fazer a reforma e construir dentro do seu espaço (hospital) a parte de estrutura da UTI e arcar com as despesas com zeladoria e limpeza.

O estado entra com os equipamentos que são necessários ao funcionamento da UTI.

O município entra com a disponibilidade de médicos especialistas e outros profissionais que tem que ter formação especifica para trabalhar nessa área. Esse entendimento foi feito na época em que o governador esteve aqui.

NS: Quem cumpriu e quem não cumpriu ate o momento a sua parte nessa história?

Maninho: O que aconteceu, como eu disse, é que no ano passado foi um ano eleitoral e o ritmo foi muito lento, quase parado. Uma inércia no processo. Agora este ano é possível chegarmos a um entendimento, porque o processo já está bem adiantado. Agora é mais a vontade das partes consolidarem o propósito. Ou seja, instalar a UTI em Paulo Afonso.

NS: E na área da Cultura. O que a Chesf vem fazendo na região?

Maninho: A Chesf vem patrocinando alguns eventos na região. Isso inclusive vem crescendo com a atuação do nosso diretor administrativo o doutor Pedro Alcântara. Nós estamos avaliando alguns projetos que estão sendo encaminhados através da administração para a diretória administrativa vindos de várias instituições (Associações, ONG’s, etc).

Entendemos que a Chesf não tem uma divida com a região, a Chesf tem um compromisso social com a região e por ser uma empresa cidadã ela vem atendendo as demandas e de forma proativa vem superando as expectativas da sociedade em relação a atender algumas solicitações na área sócio-cultural e econômica.

 

 

 


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Valdelês dos reis seedrins on 01/09/2011 08:27:00
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Em primeiro lugar agradeço a Deus, por ter a CHESF aqui em Paulo Afonso, e ter gerado muito emprego. Em segundo ter o senhor Gilberto de barros pedrosa júnior, como diretor ao qual sou um admirador, por sua competencia e desenvoutura no setor administrativo.
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