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Entrevista com o Deputado Estadual pelo PT, Paulo Rangel

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Deputado Estadual Paulo Rangel.

"Eu não fiz nenhuma indicação. Eu não participo da administração municipal" disse o deputado

Em sua passagem pela cidade de Paulo Afonso/Ba no último final de semana o Deputado Estadual pelo Partido dos Trabalhadores deu uma entrevista ao Site Notícias do Sertão. Ele falou das conversas que vem mantendo com o atual prefeito Anilton e da possível entrada do mesmo e seu grupo na base de apoio do Governador Wagner. Em um momento da entrevista ele desmente ter indicado o polemico médico e atual secretário de saúde do município o doutor Luiz Aureliano. “Eu não fiz nenhuma indicação, eu não participo da administração municipal, não fui consultado” disse o deputado.

Pela primeira vez o deputado reconhece de publico que o ex-prefeito Raimundo Caires “sem duvida alguma é um político muito forte ainda.” E diz que o Partido dos Trabalhadores tem um grande objetivo para as próximas eleições em 2012. Ter vereadores eleitos em todos os municípios da região.

Notícias do Sertão: Nas ultimas eleições o senhor teve a maior votação no estado aqui na cidade de Paulo Afonso. Ao que o senhor credita isso?

Paulo Rangel: Eu credito isso a uma política de alianças que foi feito aqui em Paulo Afonso. Além de trazermos para o apoio setores dissidentes do partido dos trabalhadores. Um exemplo é o companheiro Dorival que tinha sido candidato e conseguimos trazer o apoio de dois vereadores do PSB – Partido Socialista, o Celso e o Gilson e Regivaldo Coriolano (PCdoB). Então nós construímos uma aliança política que nos deu toda uma condição de falar com a sociedade de forma mais ampla. Então essa unidade eu acredito que foi indispensável para que nos melhorássemos a votação aqui em Paulo Afonso.

NS: Os militantes se queixam da ausência dos deputados em suas bases. Agora tendo sido votado tão bem aqui, eles podem acreditar que haverá uma maior presença e ação do senhor aqui?

PR: Não foi de forma alguma a votação que eu obtive aqui que fez de certa forma nós tivéssemos ausente aqui em Paulo Afonso, ate por é a cidade que eu mais visito. Mas a legislação eleitoral hoje, que trabalha com o voto proporcional, ela faz com que o deputado tenha que se deslocar muito pelo Estado. E eu sou um deputado que tem votos em Caetite, que já é praticamente fronteira com Minas Gerais, assim como Campo Alegre de Lurdes que é fronteira com o Piauí. Aqui em Paulo Afonso que é fronteira com Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O nosso mandato é muito amplo. Agora existe um desejo de concentrar a nossa intervenção nessa região. Pois foi aqui que obtivemos a nossa melhor votação. Para se ter um exemplo nós saímos de 6.000 (seis mil) votos para mais de 15.000 (quinze mil).  O mandato passa ater uma responsabilidade maior, não que não tivesse antes com essa região, que vai fazer com que nós estejamos mais presente.

NS: Todo político tem um sonho de ser o prefeito de sua cidade. O senhor ainda tem esse sonho?

PR: Eu sou uma pessoa que tem sonhos, mas sonho com os pés no chão. No momento apropriado eu espero sair candidato a prefeito de Paulo Afonso. Ate hoje se não sai candidato foi porque as condições dadas, elas não eram condições que fizessem com que nós enxergássemos a possibilidade de vitória. E por ter um mandato como coloque bastante espraiado, um mandato que trabalha em praticamente todo o estado, seria um risco muito grande. Sair candidato, ser derrotado em Paulo Afonso. Mas obviamente esse sonho está presente. Eu fui o primeiro presidente dos eletricitários, fui o primeiro administrador da Chesf, fui o primeiro deputado federal por pouco tempo, fui o primeiro deputado estadual filho de Paulo Afonso e espero ter o prazer de ser o primeiro prefeito filho de Paulo Afonso. Mas não sei ainda se será dessa vez ou em uma próxima talvez.

NS: O partido dos trabalhadores em Paulo Afonso hoje tem condição de ter um candidato a prefeito ou mesmo de indicar um vice em uma possível aliança nas eleições de 2012?

PR: O Partido dos Trabalhadores hoje goza de uma popularidade muito grande em todo o estado da Bahia. É um partido que muitas vezes surpreende. Quantas vezes nos saímos para uma candidatura a exemplo da Jaques Wagner com apenas 5% e ganhamos o governo do estado. Eu acho que o Partido dos Trabalhadores reúne condições para disputar a prefeitura. Eu acho que qualquer outro candidato gostaria de ter o PT em uma chapa. Num entanto o nosso desejo hoje é fortalecer a base do governo, é construir uma boa política de alianças e se for possível nós lançaremos candidato, mas estamos abertos ao dialogo.

NS: Deputado quais as possíveis alianças hoje na cidade que o PT poderia ter?

PR: Eu acho que tá muito cedo para se visualizar uma possível aliança. O cenário de Paulo Afonso é um cenário muito complexo. Nós temos hoje lideranças políticas muito fortes aqui em Paulo Afonso. Nós temos hoje o ministro das cidades. Nós temos o ex-prefeito Raimundo Caires que sem duvida alguma é um político muito forte ainda. Nós estamos vivendo um processo que poderá culminar com a vinda do prefeito (Anilton) para a base do governo. Eu diria que é muito cedo para que a gente já tenha uma previsão daquilo que será possível, obviamente que o PT vai estar trabalhando, discutindo uma tática eleitoral adequada e o partido hoje pensa de uma forma diferente, é um partido que pensa de forma mais aberta. Eu diria que nós não temos ainda uma idéia de qual seria o cenário político para daqui a 08, 10 meses. Esse vai ser o período ideal para saber qual o caminho ser tomado.

NS: Nesse processo de discussão de alianças mostra que o prefeito Anilton Bastos pode vir para a base do governo Wagner e o senhor seria  a pessoa que estaria articulando isto. A que pé tá essa discussão?

PR: Eu realmente tive algumas conversas com o prefeito, não só neste sentido, mas também na busca de tentar ajudar a administração da cidade de Paulo Afonso. O prefeito Anilton apesar de politicamente ter estado distante do nosso ideal político é uma pessoa séria, é um prefeito hábil, eu diria que é uma pessoa competente, sem macula na sua vida pública e ao menos o meu entendimento e de grande parte dos deputados e da executiva estadual é de que esse processo ele tem que ser pensado. Então a gente tem conversado. Ate o momento não existe nenhum posicionamento oficial, mas já existe algum tipo de conversa. Eu acho que se o Anilton desse esse passo ele seria bem recebido junto com o seu grupo politico no governo.

NS: Nessas conversas com o prefeito ele tem expressado algum interesse por algum partido?

PR: Não! Nós não chegamos a detalhar o processo. Nós temos tido algumas conversas no sentido de ajudar a cidade de Paulo Afonso. Eu devo estar com ele o mais breve possível e com alguns secretários, mas nós não chegamos a avançar a este ponto. Não há nenhuma decisão se eles para o governo ou não. É aquilo que eu estou dizendo, se por acaso vierem, serão bem recebidos. Ate pela forma que o Anilton recebeu aqui o governador do estado sempre que ele esteve aqui em Paulo Afonso, de forma cavalheira, de forma amistosa sem nenhum ressentimento e eu acho que essa é uma boa credencial.

NS: O ex-deputado Luiz de Deus também está neste processo de discussão?

PR: Sim! Ate porque Luiz de Deus é a grande liderança deste agrupamento. O Anilton inclusive tem se mostrado uma pessoa muito fiel a figura política de Luiz de Deus. Qualquer passo que vier a dar, ele vai dar junto com Luiz de Deus.

NS: O PT fez um encontro regional e foi a primeira vez que se reuniram para discutir o que vão faze ate a próxima eleição. O que isso significa para a região e para o seu mandato?

PR: Primeiro nós traçamos uma meta que fazer o PT ser representado no mínimo em todas as Câmaras de vereadores dos municípios da região. O partido é muito forte e se apresentou de forma robusta, mas temos cidades importantes como Paulo Afonso onde não temos nenhum vereador. A nossa meta é continuar tendo a prefeita de Macururé. Discutir o processo de cidades como Chorrochó onde nós temos condições de disputar a prefeitura no cenário político. Inclusive eu acho que Paulo Afonso por ser a cidade principal dessa região tem que ser pensada e acompanhada com muito carinho, tanto pelo mandato como pela executiva estadual. Mas a nossa meta principal e se fazer representar em todas as Câmaras da região.

NS: Deputado como o senhor está vendo a ocupação e permanência de alguns cargos no governo do estado aqui na região?

PR: Nós vamos discutir isso. Vai se aplicar uma metodologia e os critérios j;a foram praticamente definidos e dentro deles os dois partidos que vão estar preferencialmente fazendo indicações nesta região é o Partido Progressista e o Partido dos Trabalhadores. O PP alcançou um resultado eleitoral melhor do que o nosso. Deve ficar com a maioria dos cargos. Mas o PT vai estar bem representado. E nós vamos ter o cuidado de não só contemplar o PT, mas contemplar aqueles aliados que estiveram juntos conosco nessa batalha eleitora, a exemplo do PSB (Partido Socialista Brasileiro) e do PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Assim como internamente nós vamos fazer uma discussão de forma a contemplar todas as forças do partido.

NS: O município vive atualmente uma situação muito difícil na saúde. A população vem sofrendo com filas, mau atendimento e agora com a diminuição do número de exames. Boa parte da população diz que a indicação de Luiz Aureliano, ex-administrador do hospital Nair Alves de Souza, teria sido sua. Isso é verdade?

PR: Olha, eu gosto muito do Doutor Aureliano, uma pessoa séria, um profissional competente, uma pessoa que milita na área de saúde muito dentro do propósito do Partido dos Trabalhadores, mas em nenhum momento em fui consultado se o Luiz Aureliano iria participar da administração municipal. Eu vejo ate esse posicionamento mais como posicionamento profissional do que político. Agora pelo trabalho que o Aureliano desenvolveu no hospital Nair Alves de Souza eu acredito que ele pode  prestar um grande trabalho a cidade de Paulo Afonso, não só atacando os problemas internos, mas sendo inclusive um ariculador junto ao governo do estado, junto ao governo federal. Ele que já trabalhou com Sola (Secretário de Saúde do estado) inclusive, com Humberto Costa quando foi ministro da saúde. Ë uma pessoa que conhece bem, que transita bem nesse meio, por tanto eu acredito que ele vá fazer um bom trabalho. Mas eu não fiz nenhuma indicação, eu não participo da administração municipal, não fui consultado, mas acho que foi uma boa escolha feita pelo prefeito.

 


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