Entre a Redação e o Hip-hop
Nelsão e Gilberto Yoshinaga.
“Guerreiro do Rap”, Gilberto Yoshinaga, ex-jornalista da comunidade brasileira no Japão, fala sobre seu livro, a biografia de Nelsão
“O homem é do tamanho de seus sonhos”. Assim afirmou Fernando Pessoa (1888-1935), um dos principais poetas da Língua Portuguesa. Em meio à imensa comunidade brasileira do Japão não são poucos os que consideram esta célebre frase uma grande motivação para continuar lutando e aprendendo a conquistar seus objetivos. Um deles foi o jornalista Gilberto Yoshinaga, 31, que deixou Mogi das Cruzes (SP) para municiar nossa comunidade com informações durante três anos, de 2005 a 2008.
De volta ao Brasil ele não perdeu sequer um dia. Colocou seus planos em andamento. Seu objetivo era escrever um livro. No passado, seu livro "Resistência, Arte e Política - Registro Histórico do Rap no Brasil" (2001), fruto do trabalho de conclusão de curso (TCC) na Unesp, lhe rendeu prestígio nesse meio cultural. O assunto foi o papel e a riqueza da cultura o Hip-hop, seus conceitos, peculiaridades culturais e as relações com mídia, criminalidade e violência.
Este ano a pesquisa gira em torno da vida e obra de um dos maiores dançarinos brasileiros, Nelson Triunfo. Sua dança, o breaking, desafia as leis da gravidade e exige condicionamento físico perfeito. Movimentos como “moinho de vento”, “giro de cabeça” e saltos giratórios fazem parte das coreografias. Mas breaking não é apenas uma dança. Ele cumpre um papel social importante, atuando como uma forma de prevenir e resgatar jovens da vida marginal. Isto e a construção do Hip Hop brasileiro estarão em breve nas páginas escritas por Gilberto.
P: Você poderia dizer aos nossos leitores por que resolveu escrever esse livro?
Gilberto Yoshinaga: Na verdade, prefiro dizer que o livro é que resolveu ser escrito por mim. Explico melhor: retornei ao Brasil no final de março do ano passado e, uns dois meses depois, sonhei que tinha escrito a biografia de Nelson Triunfo, tido por muitos (com justiça) como o pai do hip-hop brasileiro. O sonho foi muito real, cheio de detalhes. Nele, pude folhear o livro pronto e senti uma enorme satisfação por ter feito tal trabalho. Quando acordei, fiquei com a ideia na cabeça e pensei: “Por que não?”. Como eu já conhecia e admirava o Nelsão desde 1998, telefonei para ele, contei sobre o meu sonho e disse que estava disposto a realmente escrever a biografia dele. Ele topou no ato e, desde então, tudo tem dado certo com este projeto, que abracei como uma verdadeira missão.
P: Qual foi a primeira vez que você ouviu falar de Nelson Triunfo?
Gilberto: Acredito que foi por volta de 1995, na música "Soul do Hip-Hop", de Thaide & DJ Hum, em versos que diziam: "A primeira gangue que eu vi na minha vida/ Foi no centro da cidade, Nelsão e Funk & Cia". Era uma referência à "gangue" de break fundada por ele. Apesar da expressão "gangue", que fique bem claro não tratar-se de nada relacionado à violência. Depois, comecei a reparar que ele era presença constante nos eventos de hip-hop e em programas de televisão - e não tem como não se lembrar daquele cabelão! Em 1998, tive a chance de conhecê-lo pessoalmente e, desde então, nunca mais paramos de manter contato, mesmo quando eu estive no Japão (de junho de 2005 a março do ano passado).
P: Este já é o seu segundo livro. Conte-nos um pouco sobre o primeiro trabalho, Resistência, Arte e Política: Registro Histórico do Rap no Brasil.
Gilberto: Dou um grande valor a todo tipo de registro, porque é a melhor maneira de preservarmos nossos valores e nossa história. Acompanho a cultura de rua desde 1988 e, quando cheguei à adolescência, comecei a sentir falta de registros sobre o hip-hop brasileiro. Quando comecei a estudar Jornalismo, soube que teria de fazer um trabalho de conclusão de curso e tive a ideia de escrever um livro-reportagem sobre a história do rap no Brasil. Terminei o texto em 2001 e não consegui publicar o livro. Por isso, resolvi disponibilizá-lo para download no portal Central Hip-Hop/Bocada Forte, para o qual colaboro há quase 10 anos. A pesquisa não foi tão completa porque eu ainda tinha pouca experiência e os recursos foram mínimos. Depois de fazer a biografia do Nelson Triunfo, ainda pretendo reescrever este livro anterior para suavizar a linguagem utilizada, corrigir alguns pontos e atualizá-lo, mas acho que a versão atual já é uma boa base para quem busca informações sobre a história do rap brasileiro.
P: Como Rap e Hip-hop, que se originaram nos guetos negros norte-americanos obtiveram a identificação com as mais diversas etnias, tornando-se popular até entre japoneses?
Gilberto: A base afro-americana é a essência, mas o nascimento do hip-hop também teve a colaboração de outros povos, principalmente os porto-riquenhos e dominicanos que compartilhavam o dia-a-dia nos guetos dos EUA. Eles foram fundamentais no desenvolvimento do breaking e do graffiti. E o hip-hop original fundamenta-se também numa luta contra preconceitos - por isso, à exceção de poucos indivíduos que rebatem preconceito com mais preconceito, todas as etnias costumam ser aceitas, desde que haja afinidade de ideias. Da mesma forma, em todos os povos sempre haverá pessoas que se identifiquem com os valores do hip-hop. E posso assegurar que a cultura de rua já está presente em mais de 100 países do mundo, ricos ou pobres, adaptando-se à realidade de cada local e praticando um sincretismo interessante com as diversas culturas espalhadas pelo mundo. Por exemplo, a mesma Alemanha dos nazistas possui ótimos rappers. Também há manifestações muito interessantes em Cuba, Holanda, França, países africanos e até mesmo lugares inusitados, como Ucrânia, Croácia, Filipinas e Azerbaijão. No caso do hip-hop do Japão, onde não existem periferias e quase não há miséria, cultua-se muito a estética, mas os valores são um pouco preteridos. Na minha opinião, há muito modismo e pouca atitude na cena nipônica.
P: Você poderia citar uma passagem da vida de Nelson Triunfo que você considera um ensinamento para os brasileiros que vieram ao Japão atrás de seus sonhos?
Gilberto - Sim, existe uma passagem que fala exatamente sobre isso. Quando concluiu o ensino médio, em 1975, ele foi o melhor aluno da turma e recebeu, de um professor, o convite para trabalhar com contabilidade em uma ótima empresa de Brasília (DF), onde morava naquela época. Era um emprego excelente, com plano de carreira e vários benefícios, mas ele sonhava em viver da dança, porque já estava apaixonado por ela. Nelsão agradeceu o convite, recusou o emprego e partiu para São Paulo, em busca de seu sonho. Hoje, ele sustenta sua família graças à dança, vive aparecendo em programas de TV, faz shows, palestras e oficinas por todo o Brasil, é reconhecido por causa da dança e até já foi duas vezes se apresentar na Alemanha - uma delas representando a cultura brasileira na abertura da Copa do Mundo de 2006 e outra a convite do diretor de teatro Frank Castorf. Buscou seu sonho e conseguiu!
P: Você está literalmente realizando um sonho. Qual é o segredo para conseguirmos realizar nossos sonhos?
Gilberto - Acho que todos têm problemas e nunca deixaremos de enfrentar certas dificuldades na vida, uns mais e outros menos. Os brasileiros que já foram ou ainda estão no Japão sabem disso. Acredito que é muito importante cada um ter sonhos e metas pessoais, porque isso nos estimula a acordar todo dia e agradecer pela vida que temos, saber que temos de correr atrás porque as realizações nunca baterão à porta de quem cruza os braços e só espera. E não falo de realizações materiais, mas sim de encontrar a missão que cada um veio cumprir na Terra, seja constituir uma família, escrever um livro, plantar uma árvore, arrancar sorrisos de alguém ou conhecer algum lugar especial. No Japão, conheci muitas pessoas que só pensam em dinheiro e bens materiais, e nem estão acompanhando o crescimento e a educação dos filhos, por exemplo. Sonham com coisas que poderão lhes trazer pesadelos.
P: Como o Hip-hop apareceu na sua vida?
Gilberto - Escutei o primeiro rap em 1988 e me identifiquei muito com o estilo, mas ainda de forma infantil e ingênua, porque eu tinha só nove anos. Uns dois anos depois é que comecei a assimilar o que é a cultura hip-hop e os valores que ele prega. Desde então, nunca mais abandonei o hip-hop. No início, meus pais achavam que era uma "modinha" de adolescente, que logo passaria aquela "fase". Mas o "adolescente" aqui já está com 31 anos. Ainda vivendo o hip-hop intensamente e trabalhando por ele e com ele.
P: Escrever uma biografia é tarefa árdua. Como é o lado humano de um escritor? Que sacrifícios são necessários para o êxito neste caminho?
Gilberto - Acho que não existe uma fórmula, até mesmo porque é a primeira vez que me arrisco nesta área e nem sei se vou cumprir esta missão à altura do que ela exige. O aprofundamento da pesquisa é essencial. Tenho entrevistado muito o próprio Nelson Triunfo, e também seus familiares, amigos e pessoas que participaram de passagens importantes da vida dele. Ainda pretendo visitar Triunfo (PE), onde ele nasceu e passou a infância, e Paulo Afonso (BA), onde ele passou a adolescência e formou seu primeiro grupo de dança. Mas acho que o mais importante é o fato de termos uma amizade sólida, o que me ajuda a captar a essência de quem ele é - e isso entrevistado nenhum pode me transmitir. Este é o lado humano, saber e sentir quem o biografado é só de olhar para suas pupilas. Até já fiz um yakissoba na casa do Nelsão, num dia que também teve churrasco [vide foto]. E, no inverno, planejo fazer um sukiyaki. Quanto a sacrifícios, eles não são desgastantes ou penosos quando fazemos aquilo que gostamos. Aliás, essa palavra é a junção de "sacro + ofício", ou seja, sacrifício é um ofício sagrado. O hip-hop é sagrado para mim e faço isso tudo com muito amor, sem pensar em quanto dinheiro vou ganhar com este livro - até porque pretendo destinar para a família do Nelsão toda a renda obtida.
P: O que o deixa mais satisfeito nesta empreitada?
Gilberto - Saber que, de alguma forma, estou contribuindo para fazer um registro cultural muito importante, e que, com o livro, poderei perpetuar uma história de vida que serve de exemplo para muita gente. E saber que há muitas pessoas, de dentro e fora do hip-hop, que estão torcendo por este livro e aguardando que ele fique pronto. Nelson Triunfo merece uma biografia e, num futuro próximo, não duvido que sua história de vida também possa render um filme.
P: Você tem outros projetos além desse livro? Como faz para conciliá-los?
Gilberto - Desde outubro do ano passado, quando fui demitido de um grande jornal paulista para o qual trabalhava, tenho trabalhado por conta própria, tocando vários projetos paralelos. Estou muito envolvido (de corpo, mente e alma) com a organização Um Só Caminho, criada pelo MC Marechal, que é de Niterói (RJ) - na minha opinião, um dos melhores do rap brasileiro. Gerencio a parte de comunicação e assessoria de imprensa e temos planos muito ambiciosos. O Marechal está lançando sua própria gravadora (Espírito Independente), seu tão esperado CD e uma marca de roupas chamada Muro, além de coordenar um projeto sócio-educativo muito interessante, que tem crescido muito e se espalhado por várias cidades e Estados, chamado Batalha do Conhecimento. Inclusive, fomos convidados por uma emissora de Belo Horizonte (MG) para realizar um programa televisivo com o formato da Batalha do Conhecimento. Tenho muita fé nestes projetos todos e chego a trabalhar mais de 10 ou 12 horas por dia com eles, porque amo isso tudo e visto a camisa, mesmo! Paralelamente, também faço assessoria de imprensa para uma empresa de duplicação de CDs e DVDs chamada Ponto 4 Digital, sou colaborador do portal Central Hip-Hop/Bocada Forte há 10 anos e, no momento, também tenho ministrado uma oficina de rádio para adolescentes, no Sesc de Pinheiros, em São Paulo. Sinceramente, não sei como consigo conciliar tudo isso. Talvez seja porque consegui unir o útil ao agradável neste meu "sacro ofício".
P: Você também tem um grupo de rap. Como serão as letras dos raps de um jornalista?
Gilberto: Escrevo rap há uns 20 anos e, até uns anos atrás, via isso apenas como um hobby, sem maiores pretensões, assim como uma pessoa que pinta quadros para pendurar na parede da própria casa, sem o objetivo de expô-los numa galeria. Há dois anos, ainda no Japão, conheci o Zap-san e o Shin e, juntos, formamos o grupo Saga Shuriken. No momento, estou em São Paulo, o Zap-san está em Capão Bonito (SP) e o Shin, que também é integrante do grupo MDG, está em Nagoya. Somos a primeira "multinacional" do rap brasileiro (risos). Estamos preparando o CD "Rimas cortantes", que deverá ter de 12 a 14 faixas e vai contar com participações de alguns nomes de peso do rap brasileiro. A previsão é lançar este trabalho no início do segundo semestre. Ser jornalista facilita na hora de escrever, mas não acho que isso seja um grande diferencial. Entre os melhores letristas de rap, a maioria não possui formação superior, e nunca achei que um diploma faça uma pessoa ser melhor que outra em nada. O mais importante para se fazer rap é sempre munir-se de informações (e o autodidatismo conta muito), aguçar o próprio senso crítico e, acima de tudo, fazer com sentimento, colocar a alma na ponta da caneta. Sei que fujo totalmente do estereótipo de rapper e, em minhas letras, falo sobre o que vivo e conheço. Gosto de caprichar no exercício poético, e isso tem muito a ver com a condição de escritor ou jornalista, e de buscar temas e enfoques diferenciados. Por exemplo, uma das últimas letras que escrevi chama-se "2-0-9-0", e nela simulo estar 80 anos à frente do nosso tempo, falando sobre a falta de água que poderemos sofrer se continuarmos a poluí-la e desperdiçá-la. Também gosto de fazer jogos de metáforas e trocadilhos. Ultimamente, também tenho me aprofundado na parte da produção musical, compondo trilhas instrumentais próprias, o que tem me agradado bastante e me ajuda muito na hora de escrever as letras.
P: O RZO é um grupo famoso no Rap Nacional. Como foi sua entrada na família?
Gilberto: Sempre fui fã do RZO, que mudou a cara do rap brasileiro no final da década de 1990, e dos grupos que eles lançaram, que passaram a formar um coletivo denominado Família RZO. Conheci o rapper Sandrão em 1999, mas não tínhamos muita proximidade até ele ir ao Japão, em 2008, quando realmente estreitamos laços e consolidamos uma amizade forte. Na ocasião da turnê dele pelo Japão, também conheci o DJ Cia, um dos melhores do Brasil. No dia da partida deles, no aeroporto, recebi a surpresa de ser nomeado integrante da Família RZO, uma enorme honra. De fã, passei a ser um deles. Além de mim, no Japão também foram nomeados para a Família RZO o meu irmão Fabio, que também está no Brasil, o meu "comparsa" Shin e outro grande parceiro que está no Japão, chamado Jun Murakami. Atualmente, porém, meu maior envolvimento mesmo é com a "família" Um Só Caminho, criada pelo MC Marechal, de quem também sempre fui fã e com quem tenho trabalhado de forma muito satisfatória.
P: Por qual editora e quando será o lançamento da aguardada biografia do Nelsão, o patriarca dos b-boys do Brasil?
Gilberto: Ainda não há editora definida, mas já tenho bons contatos e percebo que o desenvolvimento do livro tem repercutido bem entre os agentes do hip-hop brasileiro. Meu objetivo é conseguir publicar este trabalho com um preço acessível, porque o preço médio de um livro no Brasil é muito alto para o poder aquisitivo do meu público-alvo. Para tanto, tenho estudado alguns editais públicos e de empresas privadas, na busca de apoio cultural. No momento, concorro a um edital público e aguardo respostas de duas grandes empresas para as quais enviei propostas. Quanto à previsão de lançamento, ainda dependo de fatores que fogem ao meu alcance, mas espero concluir o texto até o final deste ano. Acredito que o livro esteja pronto e devidamente impresso dentro de, no máximo, um ano. Mas prefiro fazer as coisas sem pressa porque, como mencionei, encaro este trabalho como uma missão sagrada.
P: Para realizar estes projetos, você levou alguma coisa do Japão? Me refiro tanto a ensinamentos quanto a bens de capital.
Gilberto: A experiência profissional e cultural foi o que de melhor eu trouxe, porque no Japão nunca tive um salário tão bom e também nunca dei prioridade à questão financeira. No Japão, aprendi a me organizar melhor, a planejar bem as coisas antes de partir para a prática e a ser mais paciente e reflexivo sobre os mínimos detalhes das coisas que faço. E isso tem me ajudado muito. Materialmente, trouxe para o Brasil um equipamento bem básico: um notebook, um gravador e uma máquina fotográfica.
P: Como rapper, você pretende contar a realidade dos brasileiros que vivem no Japão em alguma letra?
Gilberto: Em parte, sim, mas nada explicitamente temático. Acho interessantes letras que tratam de temas bem específicos, mas na maioria dos casos prefiro escrever sobre assuntos que possam tocar qualquer pessoa, em qualquer situação, local ou época. A letra de "O sol nasce pra quem?", por exemplo, sampleando música japonesa, brinca com o conceito de "sol nascente" e fala sobre coisas que todo dekassegui conhece, mas sua mensagem também pode ser aplicada a quem está no Brasil. Acredito que toda boa mensagem é universal e é isso que tento transmitir, ao tratar de temas como liberdade, bom senso, auto-estima, justiça e paz, por exemplo. Além disso, já faz um ano que voltei para o Brasil e esta é a minha realidade do momento.
P: Você tem agradecimentos e/ou recomendações aos brasileiros que continuarão no Japão?
Gilberto: Se possível, gostaria de registrar agradecimentos a grandes pessoas que conheci no Japão, e de quem tenho muitas saudades. Não vou citar nomes porque posso acabar mencionando uns e me esquecendo de outros. Essas pessoas sabem que são especiais para mim. E, para todos os brasileiros que estão no Japão, gostaria que não pensassem só no presente, caso de quem gasta tudo o que ganha, nem pensassem só no futuro, caso de quem só pensa em poupar dinheiro. Planejem suas vidas, mas vivam cada dia, curtam suas famílias, respirem flores, leiam, estudem, divirtam-se. No Brasil ou no Japão, o importante é ter metas de vida e nunca estacionar no tempo - o que, infelizmente, muita gente faz ao se acostumar à boa qualidade de vida que o Japão oferece. Paz a todos/as!
Perfil do biografado:
“Nelson Triunfo é considerado o "pai do hip-hop brasileiro". Dançarino de soul e breaking, coreógrafo, ator, músico e educador, foi um dos principais difusores da dança breaking no Brasil. Atualmente, está com 55 anos e ainda é presença frequente nos eventos de hip-hop Brasil afora.
Curiosidades:
- em 1984, participou da abertura da novela "Partido Alto".
- seu avô, já falecido, teve uma loja de tecidos incendiada pelo bando de Lampião, por volta da década de 1930.
- seu pai, que completará 100 anos de idade em maio, foi sanfoneiro e até chegou a tocar com Luiz Gonzaga.
- seu filho Andrew, de apenas seis anos, já segue os passos do pai na dança e também é presença constante em programas de TV. Muito inteligente, conhece, de cabeça, os nomes de todas as capitais do Brasil e do mundo, e todas as bandeiras do mundo.
Perfil do biógrafo:
Gilberto Yoshinaga, jornalista formado pela Unesp e escritor, 31 anos.
Trabalhei nos extintos jornal "Tudo Bem" e revistas "Made in Japan" e "Gambare!", de junho de 2005 a setembro de 2008.
Natural de Mogi das Cruzes/SP, hoje morando em São Paulo.
Blog: http://biografiadenelsontriunfo.blogspot.com e http://twitter.com/Gilpones
Outras referências: www.centralhiphop.com.br e www.umsocaminho.com.br
Raps: www.myspace.com/gilpones e www.myspace.com/sagashuriken.
Com informações do latestdays.

Paulo Afonso,


Poste seu comentário