Notícias do Sertão - Aqui você sabe primeiro!: O QUE FAZER PARA OXIGENAR O FUTEBOL DE PAULO AFONSO? O QUE FAZER PARA OXIGENAR O FUTEBOL DE PAULO AFONSO? ================================================================================ Nilson Brandão on 27/01/2012 19:38:00 2012 um “ano bissexto”: o mês de fevereiro terá 29 dias, o Carnaval está marcado para o dia 21, terça-feira, mas vivemos, também, um ano político e é neste particular que vamos pegar carona para encaixar algumas hipóteses da nossa matéria de hoje aqui nos Sites KEKO SPORTS e NOTÍCIAS DO SERTÃO. O primeiro questionamento que faremos será este: ano político é bom ou ruim para o desporto como um todo? Isto vai depender muito, é o que tem parecido, de eleitores (no caso do Esporte, Presidentes de Equipes, Dirigentes, Atletas, Torcedores) que são alvo das investidas de concorrentes a um Cargo no Executivo (Prefeito) ou Legislativo (Vereadores). O desportista, para os políticos, é um eleitor em potencial. É comum, nesta época, alguns Projetos que estavam engavetados em Gabinetes, Secretarias, terem a poeira sobre eles retirada e chegam a terra firme, sucessivos Campeonatos e Promoções Esportivas ocorrem nos Bairros Periféricos, principalmente, nas investidas de eventuais candidatos à vereança, com a intenção clara de arregimentar alguns votos (passada esta fase só daqui a quatro anos), mas a segunda pergunta que se faz talvez seja mais difícil de responder: aqui na cidade de Paulo Afonso o ano de 2012 vislumbra um cenário positivo ou negativo para o desporto do município? Bem, pelo que o Futebol de Campo e o Futsal comungaram em 2011, vamos torcer que seja muito melhor. Já foram os recentes anos em que o Futebol de Salão salvava a imagem de cada temporada esportiva, com expressivas conquistas, acumulava títulos e lotava o Ginásio Esportivo Luís Eduardo Magalhães se sobrepujando a apatia ostentada por um Futebol de Campo perdido e procurando um norte, que está muito difícil de encontrar. Talvez tenham os dirigentes mais diretamente envolvidos que trocar a bússola, ou melhor, a receita do bolo. Temos dito, quando nos referimos ao ano esportivo 2011 que apenas merece ser destacado, porque foi a vedete do ano passado, o Futebol Society, nas versões para Babas e para Seniores, disputadas no próprio Estádio Álvaro de Carvalho, com traves móveis e dimensões menores, marcadas por fitas, ou nos campos de futebol cedidos pelas Associações de Babas, que possuem uma infra-estrutura muito boa para tanto. A maioria dos jogadores que se apresentaram nas disputas do Futebol Society é quase toda a mesma em que estão presentes atletas familiarizados com o Álvaro, mas, nos dias de jogos válidos pelas competições, ora organizadas por José Matias Neto, ora tendo a frente João Pereira, o ex-goleiro da Seleção de Paulo Afonso, Joãoziinho, as arquibancadas recebiam um grande e participativo público. Como entender? Afinal, os times eram formados por jogadores cuja idade já estava se encaixando em modalidade: “Veteranos”, “Máster” e “Sênior”? No Futsal, com atrações locais, esta ou aquela presença de equipe de Pernambuco ou do Estado de Alagoas, os olhares recaíram sobre as Categorias de Base, que ainda não caíram nas graças do torcedor pauloafonsino mais focado na Categoria Adulto, mas os garotos são a nata, a renovação, o sangue novo, a oxigenação porque tanto dirigentes clamam também noutros setores que não o esporte. Se no futsal creditam e há quem insista em difundir as Categorias SUB 12, SUB 15, SUB 17 (mesmo que muita gente dê as costas para elas), no Futebol de Campo, por questões de ordem financeira, foi abolida, retirada de cena, a Categoria de Juvenis. Mas o Futebol de Paulo Afonso, que há muito perdeu em qualidade técnica, tem esbarrado e pago caro pelo hábito, pela cultura instalada, de que só é movido se houver dinheiro nas mãos dos Presidentes das Equipes, notadamente aquelas filiadas à LDPA – Liga Desportiva de Paulo Afonso, que por sua vez, precisa de repasses para cobrir as despesas operacionais de suas competições e insistir em participar dos dispendiosos (e, para nós, sem futuro, sem razão prática) Campeonatos Intermunicipais (vamos repetir mais uma vez) em que o único título que nosso selecionado conquistou foi em 1985. O que percebemos, e só não vê quem não quiser ver, é que a Prefeitura Municipal de Paulo Afonso tem, a cada ano que avança, dado sinais indiretos de que pretende cortar o cordão umbilical que a mantém (?) ligada financeiramente à Liga, ou seja, que a entidade filiada à Federação Bahiana de Futebol passe a caminhar trilhando com suas próprias pernas, junto à Iniciativa Privada, o que, num primeiro momento, já sinalizaram dirigentes, iremos permanecer com a cuia na mão. Sabe por quê? Anos atrás, cada Clube Filiado recebia, a título de Ajuda de Custo, R$3 mil; em 2010, por querelas com o Ex-Presidente da LDPA, não houve repasse financeiro por parte do município; ai o Campeonato foi tocado na raça, com dinheiro regado, ajuda de terceiros; em 2011, depois de sucessivas chiadeiras, idas e vindas, reuniões, de uma grana repassada pela PMPA para a LDPA, cada Equipe recebeu apenas R$1 mil, sacrificada em detrimento da Seleção de Paulo, que participou do Campeonato Intermunicipal 2011, conquistado pelo Selecionado de São Francisco do Conde. O selecionado local não passou sequer da Primeira Fase A LDPA teria recebido da Prefeitura Municipal de Paulo Afonso R$70 mil (?), mas não sabemos ao certo o valor do montante e de que forma ele foi gasto, porque a Entidade ainda não divulgou as contas do Exercício de 2011. Ora, se com setenta mil reais nas mãos advindos da PMPA a Liga ainda queria mais dinheiro, os Sites locais foram invadidos por reclamações cotidianas, como a Iniciativa Privada poderia bancar o futebol oficial de Paulo Afonso naquele patamar? Onde a LDPA conseguiria tantos patrocínios a fim de manter pelo menos o padrão atual (para alguns dirigentes é melhor do que nada), que, numa opinião sem maquiagem, é de penúria total? Na COPA BTN, ora sendo disputada, depois de praticamente um ano de tentativas buscando repasse financeiramente justo, está sendo disputada sem que as equipes tenham recebido a famigerada Ajuda de Custo que até anos atrás era repassada, mas toparam disputar a competição que só premiará quatro, das dezesseis equipes que começaram jogando na Copinha: R$3 mil para a Campeã, R$1.500 para a Vice-Campeã, R$600,00 para a terceira colocada, R$400,00 para a quarta colocada e ainda R$100,00 divididos entre Melhor Goleiro e Artilheiro. Se tivesse vingado o “Sistema Antigo”, teria sido repassada para as Equipes Participantes a importância de R$48 mil e mais “Xis” para pagar Árbitros, Gandulas, despesas operacionais. O cerco financeiro está-se fechando e como de certa forma o futebol de Paulo Afonso está sendo movido a dinheiro de uns anos para cá, os dirigentes precisarão dar seus pulos, encontrar saídas estratégicas e derrotar o marasmo que o vem definhando.