Notícias do Sertão - Aqui você sabe primeiro!: “INÉRCIA TOTAL” NO ESPORTE DE PA? NÃO; INÉRCIA, SIM! “INÉRCIA TOTAL” NO ESPORTE DE PA? NÃO; INÉRCIA, SIM! ================================================================================ Nilson Brandão on 26/01/2012 22:20:00 Numa das edições passadas dos Sites NOTICIAS DO SERTÃO e KEKO SPORTS, nós respondemos ao Internauta “Professor”, que postou um comentário no Portal Notícias do Sertão. Hoje, pegamos carona outra vez no tal comentário, cujo teor nós respeitamos, quando “ele” ressalta: “Nosso esporte está acabando, não temos bons jogos escolares, que é a base, e há anos não disputamos os Jogos do Interior da Bahia, com nenhuma equipe de nenhuma modalidade. Inércia total”! No seu comentário, “Professor” sugere que os dirigentes das equipes locais andem com suas próprias pernas e deixem de depender da Prefeitura Municipal de Paulo Afonso. Leram? Está no Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira, que INÉRCIA é “falta de ação, preguiça, indolência...” Já basta para o que pretendemos explorar. Quando o navegante sugere que os times se libertem da ajuda do município, nós já vimos hasteando esta bandeira há muito tempo. Afinal, nos mais de trinta anos que fazemos Rádio e a fatia do bolo que abraçamos é o Esporte Local e o da Região, onde as ondas radiofônicas alcançam e hoje, com a Internet nos conectando ao mundo inteiro, quase em tempo real, conhecemos de perto a peregrinação dos dirigentes à cata de míseros reais, caminhando com o pires na mão e implorando que lhes seja repassado um dinheirinho para participar de competições. Apesar da humilhação a que são submetidos, os dirigentes baixam a cabeça e se submetem a caprichos, aceitam regras impostas e jogam o jogo daqueles que posam de “amigos do esporte”. Aqui na cidade de Paulo Afonso, pior de tudo, é que existe discriminação, o tratamento e o respeito que se tem por João não é o mesmo que se tem por Pedro, a consideração pelos “afetos” é totalmente diferente daquela dada aos desfavorecidos “desafetos”. Os pesos variam e a máxima “aos amigos do Rei tudo, aos inimigos pancada” casa muito bem nos meios esportivos da cidade, notadamente quando, para realizar seus torneios e campeonatos, até mesmo para promover uma partida amistosa este ou aquele cidadão precisa da liberação do Estádio Álvaro de Carvalho ou do Ginásio Esportivo Luiz Eduardo Magalhães. O drama já foi horrível, neste aspecto; de três anos prá cá ficou insuportável, e um Presidente de Clube somente solicita qualquer destes ambientes se não tiver outra opção mesmo. Sabe, Internauta que fez o Comentário, no dia em que a Caixa Preta do nosso Esporte for aberta, os números e cifras gastos com o esporte local como um todo chegarem à comunidade, muita gente vai começar a decifrar muitos enigmas, segredinhos que não chegam ao grande público, vai entender a razão de responsáveis pela coisa esportiva não prestarem contas do dinheiro que sai dos nossos impostos e não cobram retorno daquilo que é gasto. Quando cobramos, não queremos pegar no pé, nem estamos desconfiando de ninguém; nosso propósito é ajudar e levar os que ficam cheios de cólicas a compreender muitas das colocações que fazemos nas matérias que escrevemos. Para nós munícipes e eleitor de Paulo Afonso, o dinheiro público utilizado no esporte local precisa ser levado mais em conta, é do nosso interesse saber qual o seu itinerário. Uns tempos atrás nós cognominamos duas vertentes para mostrar aos torcedores a discrepância, o tratamento desigual dado ao Futsal (o Primo Rico) e ao Futebol de Campo (o Primo Pobre) e nunca nos esquecemos de citar os renegados, aquelas modalidades que não têm tanta difusão no esporte pauloafonsino e ficam à deriva..Os ouvintes que nos ouvem no Rádio são testemunha de que provocamos os dirigentes a se libertar das amarras municipais, defendemos a idéia de que o Presidente da LDPA deve ser alguém que se relacione bem com a Prefeitura, mas não deve beijar os sapatos de “A” ou de “B” para obter repasses e tocar os Campeonatos Locais que, a cada ano, vão perdendo o sal, não têm mais açúcar e viraram pó, perderam sua identidade e não têm representatividade nenhuma perante a comunidade da Ilha. O futebol de Paulo Afonso degenerou, só vegeta, sobrevive de favores e come o que lhe dão. Isso é muito ruim! Dirigindo os holofotes para o Primo Rico e o Primo pobre, enxergaremos de imediato as diferenças. Basta olhar o trato dado ao Estádio Álvaro de Carvalho; a grama sofre pelos maus cuidados, a iluminação nem parece que está num campo de futebol situado na Capital da Energia Elétrica: como escrevemos dias atrás, de trinta refletores nos postes, apenas quinze acendem. Sabe qual a resposta para o descaso? Falta de atitude, desinteresse total. Afinal, o Estádio é Patrimônio do município, que não o zela como devia. Aqui pra nós, o único campo de futebol que deveria atender o grande público, seguindo diretrizes e uma programação de liberação criteriosa, está meio abandonado, muito mal administrado e se transformou em ferramenta política, lugar dos peixinhos. No Ginásio, há quantos anos um dos dois placares eletrônicos não funciona? Quando “aquele time local vencedor” triturava os adversários que o enfrentava, a atenção que lhe era dada fazia gosto. Viu o que aconteceu o ano passado? Deram as costas para a equipe, que passou por momentos difíceis e quase não entra em quadra para disputar a Etapa Decisiva do Campeonato Baiano 2011, conquistando o bi-campeão (apesar de muita torcida contra), depois de uma participação discreta na VI LIGA NORDESTE DE FUTSAL e um vexame na TAÇA BRASIL DE CLUBES. Após uma temporada traumática e repleta de turbulências dentro de seus próprios domínios de quadra, rumores dão conta de que o futsal da nossa cidade será repensado. E já era mesmo tempo. Afinal, a imagem que o torcedor vê no Ginásio não é a mesma que ele não vê fora das quatro linhas, onde a história é outra e os fatos são mau contados.. Ora, não é, “Professor”, se as autoridades deram as costas para uma equipe como o PAULO AFONSO FUTSAL CLUBE, com uma Folha de Pagamento alta para a nossa realidade, baixa em relação à de outras equipes no cenário nacional, somente porque não fez bonito em duas competições de peso patrocinadas pela Confederação Brasileira de Futsal – CBFS avalie você que tratamento tem merecido a SELEÇÃO DE PAULO AFONSO DE FUTBOL, que não ganha nenhum título do Campeonato Intermunicipal há 26 anos, quase todo este longo jejum sem títulos com ajuda financeira da PMPA? Deixaram a coisa muito solta, não? Às vezes, dizemos que é muito bom fazer esporte com dinheiro dos outros. Olhando que um dos significados para INÉRCIA é Falta de Ação, a realidade porque passa nosso esporte se encaixa perfeitamente com o que Aurélio coloca no Dicionário de sua Autoria. Alguém precisa descruzar os braços! Entendemos que a troca de figurinhas entre as pessoas que fazem esporte aqui na cidade e a PMPA poderia ser mais franca e a saída para que as coisas ocorram num ambiente harmonioso, cordato, é o município estender sua mão, não medir esforços para atender satisfatoriamente a TODOS, não se afastar do seu papel no esporte e, por sua vez, quem faz o esporte local acontecer entender que é parceiro, que parceria é mão dupla. É preciso firmar e cumprir um ACORDO DE CONVIVÊNCIA. Ai vai deslanchar de vez!