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Um Estado forte, com uma política de sustentabilidade econômica (Zé Maria)

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Zé Maria é colunista do Site Notícias do Sertão.

para reduzir as desigualdades sociais

Segundo Ladislaw Dowbor, no Brasil, nós temos uma política, hoje, que atrai o interesse de todo o planeta. Estamos superando de maneira bastante competente a crise financeira mundial. Na Europa, quando os bancos começaram a gritar por socorro, os governantes transferiram imensos recursos públicos para os especuladores financeiros, para eles terem liquidez, para poderem injetar na economia e dinamizar atividades econômicas.

Esses especuladores financeiros, porém, não investem hoje (na Europa), investem em outros papéis. Em particular, estão jogando dinheiro na China, na Índia e no Brasil. Tanto assim, que o Brasil teve elevar a taxação sobre a entrada de capitais externos, que estão inundando o mercado financeiro do Brasileiro (valorizando o Real frente o dólar e prejudicando o desenvolvimento da indústria local).

Em termos de Europa, isso transformou o déficit de especuladores financeiros em déficit público. E, agora, eles estão tendo que reduzir políticas sociais – salários e coisas do gênero – porque não tem o dinheiro, já que transferiram os recursos para os banqueiros. Em Portugal, estão reduzindo em 10% os salários dos professores de universidades públicas. Com essa ação você reduz a demanda e, com isso esfria a economia.

A opção brasileira é inversa da Europa e dos Estados Unidos. Aqui, quando começou a crise, tinha gente gritando que deveríamos apertar os cintos, reduzir déficits, o governo, pelo contrário, reforçou os programas de distribuição de renda, reforçou o financiamento do PRONAF [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar], Territórios da Cidadania, os investimentos no PAC, reduziu uma série de impostos seletivamente em certos setores que estavam em dificuldades e ajudou os exportadores frente a crise internacional a se reciclarem para vender no mercado interno.

Isso gerou uma demanda muito forte que permitiu a volta do crescimento. E, quando a economia cresce, entra mais dinheiro no Estado através dos impostos, com isso, com dinheiro a mais que entra, através dos impostos, o déficit que foi criado é coberto, transferindo dinheiro para a base da economia. 

Zé Maria é colunista do Site Notícias do Sertão.

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