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“Confere. Não confere”.

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Django. Filme Italiano dos anos 70.

As tardes de domingo o cinema era nossa maior diversão

 

A cidade de Paulo Afonso na Bahia já teve 06 cinemas ao mesmo tempo. Era uma época em que a televisão ainda não tinha chegado com tanta força à camada mais popular. E a tela grande era a única alternativa de diversão em imagens projetadas. Naqueles tempos os dias de domingo eram esperados por todos nós como aquele em que encontraríamos nossos ídolos. Quase todos enlatados vindos da América e da Itália. O único brasileiro que me vem a lembrança agora é Amácio Mazzaropi, que me fez levar uma bela de uma surra em um domingo ao entrar no cinema às 13h e ser encontrado por minha mãe às 19, 30min. Quando vi aquele homem com sua lanterna vindo em minha direção, eu já sabia que a coisa ia ficar feia para o meu lado.

Pois bem! Django é o titulo de um filme Italiano ainda mora em minhas memórias. Estrelado por Franco Nero. O proprietário do cinema Coliseu para divulgar o filme, colocou um ator local para andar por toda a cidade arrastando um caixão de defunto. Foi a forma mais original encontrada para divulgar um filme de que eu tenha lembrança da minha infância. No domingo a Praça Libanesa que fica em frente do cinema estava lotada de gente. Era preciso esperar o fim de cada seção para o público fosse retirado e desse lugar outro tanto. Isso acontecia quase que todos os fins de semanas. E a cada filme a ser exibido, novas táticas de marketing eram executadas para atrair a todos nós.

Foi em uma dessas seções que ouvi pela primeira vês a frase, “confere, não confere”. Isso acontecia todas as vezes que terminava a seção do cinema e muitos de nós saiamos correndo do cinema e íamos em direção ao cartaz exposto em frente do prédio. Lá estavam fotos com cenas que aconteceram nos filmes. Ainda me lembro do som das vozes  afirmando ou negando terem visto durante o filme algumas delas. Mas só muito tempo depois é que vim entender o porquê de algumas daquelas fotos de cenas dos filmes não terem feito parte da exibição. Como o projetor funcionava, e em algumas cidades ainda funciona, com elétrodos. Ao expor a película por muito tempo ao calor, ela queimava. E para emendá-la, os técnicos cortavam o restante da cena, pulando para a próxima. Ao fazer isso, quando a cena era muito grande, se perdia parte do filme. E por este motivo, quando nós, nos acotovelávamos para ver as fotos, muitas das vezes víamos algumas de cenas que não eram mostradas nos filmes.

Hoje em dia, em Paulo Afonso não há uma única sala de cinema. O que reina agora é a cultura da televisão e do DVD pirata. Já não se tem um local onde as crianças de hoje possam ir e haver a aglomeração como nos anos 70 e inicio dos 80. É o tal dos novos tempos. Mas como esperar que essa meninada possa desenvolver a capacidade de convivência social? Se eles agora ficam por horas e horas diante da TV e do computador. Se ao menos parte dessas horas perdidas em jogos e sabem-se lá mais o que, fossem aproveitadas para estudos ou para conviver com os amigos da rua onde moram, com brincadeiras que despertassem o sentido da amizade. Isso seria encontrar o passado sem negar o presente para um futuro melhor dos nossos filhos.

 Dimas Roque.

 


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Edmilson on 10/09/2011 13:12:39
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Ingrid vc é uma pessoa sem passado, e só lembrando existem países que não são governados pelo PT e desfrutam de novas tecnologias.
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Bahia on 08/09/2011 21:51:13
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A um momento na vida de alguém q fica a lembrança a saudade de tempos q passau e uma vastarecordação voltei ao passado com os filme de teixerinha parabenizo ao Dimas Roque com essa grande recordação um abraço.
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Praticida on 08/09/2011 10:12:48
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Dimas, foi muito oportuna essa matéria, nos fez recordar um passado de alegria e camaradagem.
Lembra do markting do filme "O bebê de Rosemary". Um carrinho de bebê com uma boneca... Interessante.
É difícil para os escravos da modernidade e da Mídia entenderem que mesmo com as ditas "dificuldades" (até ditadura), com tudo isso a gente se divertia bastante.
Lembre do nosso carnaval, das escolas de samba, dos blocos, os assustados (baile em casa de amigos), pastoril e hoje ...? Temos uma lata batendo no meio da rua e os escravos correndo atrás, ou melhor tudo se resume em baixaria , drogas e consequentemente violência...
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Gerson Campeão on 08/09/2011 09:14:19
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Não se constrói futuro sem passado. Parabéns, Dimas. Sua história foi vivenciada por mim e conferida conforme o cartaz do cinema.
Ingrid parece não ter passado, lamentavelmente.
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Ingrid on 07/09/2011 20:30:50
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Muito atrasada essas opiniões do senhor. Os tempos mudaram e hoje é bem melhor. Antigamente se tinham muitas dificuldades. Hoje, com o governo petista, tudo está mais fácil. Tenho 48anos e gosto mais da atualidade. Xô, passado preto & branco de Dimas Roque!
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